Não se trata de Renato, cujo trabalho precisa e merece ir no mínimo até o fim da temporada - o que significa dizer 2021. Trata-se de um modelo vitorioso de jogo com jogadores que já não existem mais ou existem sem a possibilidade imediata de dar a resposta que já deram. O Grêmio que empatou com o Palmeiras no fim do fim do jogo fez um meio-campo de urgência que dispensava a figura do armador pela sua absoluta indisponibilidade no momento.

Compôs um tripé que assegurou enfrentamento duro com o Palmeiras, um jogo feio de anulação que rendeu o empate do primeiro tempo. Evidentemente, sem gols, porque o Palmeiras era pragmático também e pouco ou nada fazia ofensivamente. Quando Renato, no segundo tempo, desfez o tripé tirando Lucas Silva, o Palmeiras fez o gol com seu meia, Raphael Veiga, que estava desmarcado dentro da área sem um volante sequer por perto.

Robinho, cansado, respondia pouco, mas compreendo a troca feita pelo treinador. Devia estar angustiado de ver tão pobre produção ofensiva no seu meio-campo. Perdesse o jogo, Renato Portaluppi tomaria pancada de todo lado pela ousadia. No entanto, foi sua ousadia fazer entrar Ferreira, seu único driblador disponível - talvez Guilherme Azevedo seja também, vale mais amostragem.