08 de agosto de 2019 às 16:21

Juíza de Abadiânia nega pedido de prisão domiciliar a João de Deus Segundo magistrada, não há fatos novos que justificassem a medida. Ele está preso e é réu em nove processos, sendo cinco por crimes sexuais, mas sempre negou os abusos.


Crédito:Rodrigo Gonçalves

A juíza Rosângela Rodrigues negou, nesta quinta-feira (8), novo pedido da defesa de João de Deus para que o cliente passasse do Núcleo de Custódia em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, para a prisão domiciliar. Magistrada da comarca de Abadiânia, onde as vítimas denunciam que foram abusadas sob pretexto de atendimento espiritual, disse que não há fatos novos que justifiquem a medida.

João de Deus está preso desde dezembro de 2018 e é réu em 9 das 11 denúncias contra ele. O detento sempre negou que tivesse abusado sexualmente de mulheres e adolescentes que o procuravam na Casa Dom Inácio de Loyola para atendimentos espirituais.

G1 tentou localizar a defesa do preso, mas as ligações feitas entre 13h20 e 13h40 não foram atendidas.

No dia 12 de julho, João de Deus foi interrogado por dois processos pelos quais responde na Justiça, sendo um por abusos sexuais durante os atendimentos espirituais que realizava e outro por posse ilegal de armas. Ambos estão em segredo de Justiça.

Durante nova busca e apreensão em uma das casas do réu, em Anápolis, a 55 km de Goiânia, a Polícia Federal encontrou mais uma arma, munição, documentos e extratos bancários. Nessa ocasião, a defesa disse que não tinha conhecimento do mandado de busca e apreensão e que ainda não havia sido intimada em relação a esse caso.

Prisão e saúde

Após se entregar, João de Deus ficou preso até 22 de março, qunado foi transferido para um hospital de Goiânia. Ele chegou a ficar mais de dois meses internado com um aneurisma no abdômen. Por determinação da Justiça, voltou ao presídio em 06 de junho, onde está desde então.

Após determinação da Justiça, João de Deus recebeu nesta na última segunda-feira (22) a visita de um médico particular dentro do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

Fonte: Vanessa Martins

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