09 de setembro de 2019 às 16:48

Acidente em Belo Horizonte faz primeira vítima fatal de patinete no Brasil...


Crédito:Renato S. Cerqueira/Futura Press/Folhapress

Um acidente com uma patinete elétrica matou Roberto Pinto Batista Jr., em Belo Horizonte. O engenheiro bateu a cabeça em um bloco de concreto ao cair neste sábado. Este é o primeiro acidente fatal motivado pela condução de um patinete elétrico no Brasil. No último dia 5, um jovem morreu em Anápolis em cima de um patinete, porém o acidente foi causado por um condutor de um automóvel que trafegava na contramão e o atingiu na calçada antes de invadir o prédio da prefeitura com o veículo.

Casos semelhantes ao ocorrido em Belo Horizonte já haviam sido registrados em Paris, na França, e também em Londres, na Inglaterra. A morte de Batista foi confirmada neste domingo. A família cobra ação por parte da Prefeitura de Belo Horizonte e defende a proibição do serviço na cidade. O engenheiro será enterrado hoje, às 16h, no Cemitério da Colina. "Não estamos em condições de conversar sobre isso, é tudo muito recente. Mas queremos que a imprensa coloque a boca no trombone, isso está errado. Não pode ter esses patinetes, nem com capacete", disse a cunhada de Batista, Ana Paula Fernandes Sena. Vale lembrar que, de acordo com as leis atuais sobre o uso dos patinetes, o uso de de capacete não é obrigatório. Ana Paula informou ainda que o engenheiro não teve qualquer tipo de treinamento para operar a patinete. "É preciso que aconteça uma tragédia para que as coisas sejam pensadas. Nesse caso, a tragédia foi com a minha família", disse. Testemunha viu engenheiro com dificuldade na patinete A falta de habilidade de Batista foi notada por Conceição Cardoso, uma das últimas pessoas a ver Batista com vida. Pelas redes sociais, informou que chegou a notar o empresário enquanto ele lutava para se manter sobre a patinete. "Ele passou por mim na rua Tupis. Notei que não tinha muita habilidade com o patinete, contorcia o corpo, quase jogava no passeio.A única coisa que pensei na hora foi: Meu Deus, que perigo. Infelizmente, quando cheguei em casa ouvi a notícia", disse. Vanessa Monerat, que era amiga da família, fala em Batista como uma pessoa determinada. "Aqui em Belo Horizonte, o prefeito tentou fazer com que as empresas fornecessem o capacete, mas não conseguiu. Isso teria salvado o Roberto. Ele era uma pessoa determinada, sempre com ideias empreendedoras. Era muito alegre, sempre disposto a ajudar", informou ..

Fonte: UOL

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